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INFORMAÇÕES:

SABIÁ-FERREIRO
Turdus subalaris (Seebohm, 1887)


Família: Turdidae
 
Nome em Inglês: Eastern Slaty Thrush


Canto gravado por Germano Woehl Junior
Local: RPPN Santuário Rã-bugio – Guaramirim SC
Data: 06/05/2020


Características
 Mede entre 19 e 21,5 centímetros de comprimento e pesa entre 44 e 55 gramas.
Apresenta dimorfismo sexual.
O macho adulto da espécie apresenta a cabeça de coloração cinza escura com as laterais do pescoço na coloração cinza claro. Lores escuros e anel periocular amarelo. O dorso, asas, uropígio e cauda são de coloração cinza escuro com leve tom oliváceo. A parte inferior do dorso é cinza ligeiramente mais leve que o do que a parte superior do dorso. A cauda cinza apresenta ligeiro reflexo amarronzado. A garganta e o queixo são brancos com listras pretas abundantes. O peito e o ventre são cinza e cinza pálido respectivamente, tornando-se branco no centro do abdômen e na região do crisso. O bico, pernas e pés são amarelos.
A fêmea apresenta a coloração geral cinza pardacenta, tornando-se mais escuro ou cinza oliváceo nas coberteiras da asa e no dorso. A cauda é cinza olivácea. A parte inferior é mais clara que as partes superiores, apresentando coloração cinza claro amarronzada. O centro da barriga é cinza esbranquiçada. O anel periocular da fêmea é amarelo, porém é muito fino e pálido. O queixo e garganta são bege esbranquiçados com estrias escuras muito finas. A lateral do queixo é delimitada por uma estria malar cinza acastanhada. O bico é cinza esverdeado escuro (chifre) com a base amarelada da mandíbula inferior. As pernas possuem coloração variando do cinza ardósia ao marrom amarelado.
Os imaturos da espécie apresentam aparência semelhante a das fêmeas, embora um pouco mais escuro na cabeça e partes superiores. As penas do manto, coberteiras e rêmiges podem apresentar as terminações bege ou laranja. As partes inferiores têm uma coloração acinzentada predominante e suas penas apresentam terminações marrons, causando padrões sob a forma de escamas. O centro da barriga é branco com bordas e padrões mais discretos. O bico, pernas e pés são marrom escuro.

Diferenças entre o sabiá-ferreiro (Turdus subalaris) e o sabiá-poca (Turdus amaurochalinus) .

Esta espécie distingue-se do seu congênere Turdus amaurochalinus (sabiá-poca) principalmente por possuir a coloração cinza com menos marrom oliváceo, anel periocular amarelo, bico amarelo, tarsos e pés amarelos.

Turdus subalaris - Coloração cinza com pouco marrom oliváceo, anel periocular amarelo, pernas e pés amarelos.
Turdus amaurochalinus - Coloração cinza pardo com tons oliváceos, mancha loral cinza escuro, anel periocular escuro, pernas e pés cinza escuros.

Alimentação
Alimenta-se de pequenos artrópodes, invertebrados e principalmente de frutas, como do palmito jussara (Euterpe edulis). Na categoria de invertebrados, incluem os caracóis, besouros, formigas e moscas.

Reprodução
O ninho é construído com musgo, finos galhos, cipós e raízes e é construído a cerca de 4 metros acima do solo em uma árvore cuja folhagem é densa e com sombra. A postura geralmente inclui três ovos azuis com manchas marrons. (Clement, 2000).

Hábitos
É uma espécie de hábitos tímidos e extremamente discreta. Eles muitas vezes permanecem escondidos na folhagem e são muito difíceis de observar, mesmo quando eles cantam ou emitem suas várias formas de vocalizações. O melhor momento para vê-los é quando eles estão nos galhos baixos das copas das árvores. (Clement, 2000).

Distribuição geográfica
Ocorre da Argentina, Paraguai e Bolívia e localmente até o Rio de Janeiro (Itatiaia) e Minas Gerais, durante o inverno, Goiás, Tocantins e Mato Grosso (alto Xingu) (SICK, 1997). Estudos mais recentes registraram a espécie em outras regiões do Estado de Mato Grosso, na porção leste - Vale do Rio Araguaia (Purificação et al. 2014) e no oeste do Estado - Alto Guaporé (Vitorino et al. 2016). A espécie é muito comum no Planalto Norte de Santa Catarina, onde é facilmente ouvida, principalmente no final da primavera e início do verão (período reprodutivo). Em Guaramirim SC, baixada Norte de SC,na RPPN Santuário Rã-bugio, ocorre no outono, na época da frutificação do palmito (palmeira jussara, Euterpe edulis) É uma ave migratória com as rotas ainda pouco conhecidas. Sabe-se que passa o inverno nas regiões centrais e parte do sul da Amazônia, retornando ao Estado sulino para procriar (SICK, 1997). No retorno vem parando em fragmentos florestais, onde fica alguns dias, já vocalizando, como observado no Parque Estadual da Cantareira (SANTOS,2010b), também no Estado de São Paulo (Jacques Vielliard, com. pess.; SICK, 1997).
 
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