INTRODUÇÃO
 
 
 

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INFORMAÇÕES:

GUARACAVA-DE-BARRIGA-AMARELA
Elaenia flavogaster (Thunberg, 1822)

Outros nomes: maria-é-dia (São Paulo), maria-já-é-dia, bobo (Mato Grosso e Mato Grosso do Sul), caracutada (Pernambuco), cucuruta, cucurutado, guaracava (São Paulo), guaracava-de-crista-branca (Pernambuco), maria-acorda, maria-tola (Minas Gerais), marido-é-dia e joão-bobo (em algumas regiões de Santa Catarina).

Nome em Inglês: Yellow-bellied Elaenia

Família: Tyrannidae
Subfamília: Elaeniinae



Canto (OUVIR 1) gravado por Germano Woehl Jr
Local: RPPN Santuário Rã-bugio – Guaramirim SC
Data: 08/11/2021 às 5h da manhã


Características
Mede cerca de 16 centímetros. É uma das espécies de maior porte do grupo. É menor apenas que a Elaenia spectabilis - com a qual se parece bastante -, Elaenia pelzelni, Elaenia obscura e Elaenia dayi - a maior do grupo. É, também, a de comportamento mais chamativo. As costas são mais oliváceas do que as outras aves do gênero. As duas faixas brancas da asa ficam mais nítidas devido ao contraste. Na cabeça, mais acinzentada, destaca-se um anel branco ao redor dos olhos e uma pequena área clara entre o olho e o bico. As penas do topete são longas e mantidas eriçadas, sem ter o aspecto “despenteado” da Elaenia cristata. Garganta branca com um tom acinzentado nos lados e no peito, antes de chegar à barriga amarelada. Logo depois da muda (março/abril), o amarelo é mais forte, esmaecendo com o envelhecimento da pena, até chegar a um cinza com leve amarelado no final do ano.

Alimentação
Muito ativa, movimenta-se por áreas abertas e copas das matas, buscando invertebrados e pequenos frutos. Alimenta-se principalmente de pequenos frutos como amora, erva-de-passarinho, magnólia-amarela e figos-benjamim, mas também come insetos como formigas, besouros, cigarrinhas e cupins voadores.

Reprodução
Nas madrugadas do período reprodutivo possui um chamado baixo e grave, repetido continuamente, a primeira parte ascendente, um intervalo e a continuação descendente, no mesmo tom. Seu período de reprodução acontece de julho a novembro. Seu ninho é em forma de tigela funda de fibras vegetais e raízes finas, presa com firmeza sobre um galho horizontal e revestida por fora com uma camuflagem perfeita de líquens e cascas de árvores, e a fêmea bota em média 2 ovos de cor creme com manchas vermelhas. A incubação leva cerca de 16 dias e os filhotes desenvolvem a plumagem dentro dos 16 dias após a eclosão.

Hábitos
Raramente desce ao solo. Passa a maior parte do tempo subindo às copas das árvores. Costuma empoleirar-se em locais expostos, vivendo em casais ou pequenos grupos familiares. Durante o dia, possui um canto característico, diferente das outras espécies desse gênero. É emitido por uma das aves do casal e a outra imediatamente responde. Está se adaptando ao meio urbano aos poucos. Vive em árvores que ficam de frente para ruas movimentadas, com carros e muitos ônibus na região Sudeste. Porém é rara em Santa Catarina, tanto nas áreas de baixadas como no planalto.

Distribuição Geográfica
Ocorre do México à Bolívia e Argentina, e em todas as regiões do Brasil

Agradecemos ao ornitólogo Sergio Murilo pela identificação do canto.
 
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