EDUCAÇÃO AMBIENTAL


Educação Ambiental

  
O Instituto Rã-bugio para a Conservação da Biodiversidade desenvolve desde a sua criação em 2003, um intenso trabalho de Educação Ambiental com a população da região norte de Santa Catarina. Em 1998, o casal Elza e Germano Woehl iniciaram um projeto de divulgação da biodiversidade de anfíbios em escolas de Santa Catarina e Paraná. 

É impossível defender a sobrevivência dos anfíbios sem proteger o hábitat deles, isto é, as áreas remanescentes de Mata Atlântica. Portanto, o objetivo principal do projeto sempre foi este. Dessa forma, toda a biodiversidade  é beneficiada, bem como a sociedade, que depende muito dos serviços ambientais das áreas preservadas. Serviços estes que garantem o abastecimento de água nas cidades ao protegerem as nascentes e os rios; mantém a regularidade das chuvas;  o clima agradável nas cidades e; a estocagem de carbono. 

Quando uma mata preservada é destruída, além da perda de biodiversidade, que é para sempre, todo o carbono estocado na vegetação (tronco, galhos e folhas) é lançado para a atomosfera na forma de gás carbônico, juntamento com outros gases, agravando, e muito, o problema do aquecimento global.  

Elza Nishimura Woehl com as crianças (sapinhos e sapinhas) de Corupá (SC), da Escola Municipal Francisco Mees, que prestaram uma homenagem ao projeto de educação ambiental do Instituto Rã-bugio.

As atividades de educação ambiental visam conscientizar a população sobre a importância de proteger o ecossistema Mata Atlântica como um todo, a fim de garantir a proteção dos recursos hídricos e a biodiversidade. Dentre essas atividades estão: 


 Trilhas interpretativas
 
 
Para as atividades de educação ambiental em trilhas interpretativas, o Instituto Rã-bugio dispõe do Centro Interpretativo da Mata Atlântica (CIMA), que fica em uma área de Mata Atlântica na Serra do Mar em Jaraguá do Sul (SC).

As atividades de trilha interpretativas são consideradas uma excelente ferramenta em educação ambiental, pois coloca os estudantes em contato com a natureza, onde eles aprendem sobre o mundo natural, despertando o interesse em proteger a Mata Atlântica com toda sua riqueza de biodiversidade.

Estudos científicos revelam que a falta de contato com a natureza gera transtornos de comportamento nas crianças, com déficit de atenção e hiperatividade.

Crianças em contato com a natureza: Elza Nishimura Woehl com estudantes do Colégio Marista de Jaraguá do Sul (SC) na trilha interpretativa observando os anfíbios da Mata Atlântica.

Transtorno da falta de contato com a Natureza (Nature Deficit Disorder), é um termo criado por Richard Louv em seu livro, Last Child in the Woods (Tradução: A Última Criança nas Florestas). Refere-se à alegada tendência de as crianças terem cada vez menos contato com a natureza, resultando em uma ampla gama de problemas de comportamento.

Louv cita os estudos realizados na Califórnia e na maior parte dos Estados Unidos com os estudantes das escolas que desenvolvem atividades ao ar livre e outras formas de educação utilizando experiências com a natureza apresentaram significativamente melhor desempenho em estudos sociais, ciências, artes, linguagem e matemática.

Veja o artigo completo sobre os estudos das conseqüências para as crianças deste problema e a importância da educação ambiental com atividades interativas na natureza para evitá-lo.


Alunos da Escola de Educação Básica Teresa Ramos (rede pública estadual) de Corupá (SC) nas atividades de educação ambiental. 

Estudante da E.E.B. Euclides da Cunha, de Jaraguá do Sul (SC), em atividades interativas do projeto de Educação Ambiental do Instituto Rã-bugio para Conservação da Biodiversidade, no dia 26/10/2009
Estudante da E.E.B. Euclides da Cunha, de Jaraguá do Sul (SC), em atividades interativas do projeto de Educação Ambiental do Instituto Rã-bugio para Conservação da Biodiversidade, no dia 26/10/2009

Trilha interpretativa: uma maneira fácil e descontraída de aprender sobre a natureza.

Estudantes em contato com a natureza nas trilhas interpretativas da mata atlântica em jaraguá do sul
Gravação de uma matéria de TV sobre as atividades com os estudantes na trilha interpretativa da Mata Atlântica


Indicadores das atividades
    

Desde 1999, mais de 50 mil pessoas (dentre estudantes, professores, e outros visitantes) percorreram as trilhas interpretativas do Instituto Rã-bugio conhecendo um pouco mais este valioso patrimônio da humanidade que é a Mata Atlântica.


Tabela I: Número de atendimentos nas trilhas interpretativas de 1999 a 04/12/2012:

Ano

Alunos

Professores

Avulsos

1999

700

*

*

2000

1300

*

*

2001

1300

*

*

2002

3085

244

*

2003

3675

323

196

2004

478

34

176

2005

559

56

256

2006

1929

66

174

2007

2900

160

88

2008

6595

353

51

2009

6726

398

26

2010

10071

462

42

2011

5328

277

88

2012

11761

667

257

 2013

 2074

 154

      -

 2014

4127

 204

-   

Total

62608

3398

 1323 


*Informação concreta não-disponível 

    

Dentre os assuntos abordados nas trilhas estão a relação da fauna e flora; o papel dos decompositores (fungos, cupins e bactérias); a importância dos animais como “plantadores da floresta” (dispersores de sementes). Os educadores demonstram sementes de algumas árvores nativas e suas características ressaltando seu modo de dispersão. Além disso, são exibidos moldes de pegadas em gesso de vários mamíferos da Mata Atlântica. Outros temas abordados na atividade são as estratégias reprodutivas dos anfíbios e sua importância na cadeia alimentar e a sensibilidade dos animais frente à modificação e perda de hábitat. O problema da caça e aprisionamento de animais silvestres em cativeiro também é discutido através de uma dinâmica com os participantes da trilha interpretativa.

Em alguns projetos desenvolvidos pelo Instituto Rã-bugio as atividades ao ar livre são desenvolvidas em outros ecossistemas da Mata Atlântica, como Restinga, Manguezal e Mata de Araucárias.

 


Explicação sobre o papel dos “plantadores da floresta” (dispersores de sementes) na manutenção da biodiversidade da Mata Atlântica.


Em contato com a natureza as crianças interagem e aprendem sobre o mundo natural ao seu redor


 
Crianças observando o sapo martelo dormindo numa bromélia.


Atividades práticas: ensino de ciências ao ar livre
    
O Instituto Rã-bugio busca utilizar práticas simples para o ensino de ciências que podem ser reproduzidas em sala de aula pelos professores. Para abordar os problemas de conservação dos rios a equipe realiza saídas de campo em vários pontos do Rio Itapocu. Os participantes da atividade aprendem a utilizar indicadores naturais de fácil obtenção, como o suco de repolho roxo para medir o pH e detectar alterações decorrentes do despejo de poluentes diversos no rio (saiba mais detalhes sobre esta atividade na página 25 da cartilha Bacia Hidrográfica do Rio Itapocu)




Em comemoração ao Dia da Água, o Instituto Rã-bugio realizou uma atividade junto aos estudantes da escola de Ensino Fundamental Maria Konder Bornhausen, Massaranduba (SC), ensinando o uso de indicadores naturais para medir pH da água e detectar poluentes nos rios.


Extração de corantes naturais de flores e aplicações didáticas para o monitoramento de poluentes na água.
 
Alguns corantes naturais extraídos de plantas apresentam substâncias químicas sensíveis a mudança do pH e podem ser utilizados com indicador ácido-base.
 
Neste trabalho o Instituto Rã-bugio apresenta os estudos realizados com a extração de corantes de várias espécies de flores facilmente encontradas nas áreas urbanas.

São experimentos muito simples de serem reproduzidos, bastante atraentes para os alunos e praticamente sem custos. Enfim, atividades práticas que estimulam muito o aprendizado de ciências no ensino fundamental e médio.
 
Este estudo mostra como os professores podem aplicar os corantes obtidos de flores* nas atividades de Educação Ambiental para demonstrar, de forma muito estimulante para os alunos, os princípios do monitoramento de poluentes em rios e lagoas.

Para baixar o arquivo PDF deste material, clique aqui

*Podem ser aproveitadas as flores caídas de certas plantas do jardim da escola (azaléia, tulipa-africana etc.)

Distribuição de Material Didático
     
Cartilhas são utilizadas como material de apoio e distribuídas aos participantes dos projetos. O material didático é ricamente ilustrado e os temas são abordados com uma linguagem simples e acessível. Existem atualmente três títulos: “Mata Atlântica: essencial para a vida”, “Anfíbios da Mata Atlântica” e “Bacia Hidrográfica – Rio Itapocu”.  O Instituto Rã-bugio está elaborando um volume sobre a fauna que deverá ser publicado em breve. 


Capas das três cartilhas didáticas elaboradas pelo Instituto Rã-bugio.



Participação em Livro Didático de Ciências
 
     
O Instituto Rã-bugio participa do conteúdo do livro didático intitulado “Projeto Araribá” Ciências 7, da Editora Moderna, adotado pelas escolas de ensino fundamental de todo o país. Conheça o conteúdo programático do livro no site:
 
www.moderna.com.br/projetoarariba 


 
Capa do livro de Ciências do sétimo ano, do Projeto Araribá.



Palestras sobre os ecossistemas da Mata Atlântica

    
A equipe do Instituto Rã-bugio ministra palestras para estudantes e professores sobre a Mata Atlântica, explicando as características de seus ecossistemas, a interação da fauna e flora, o status de conservação desses ambientes e as ameaças decorrentes da ação humana sobre esses ecossistemas.  Além disso, são promovidas palestras com convidados, que trazem temas de interesse geral:
  • Palestra “O poema perfeito” com o professor Dr. Fernando Fernandez, da Universidade Federal do Rio de Janeiro - tratou da extinção dos grandes mamíferos causada pelo homem. Data: 28/04/2006.  
  • Palestra “Legislação Ambiental” com a Polícia Ambiental de Joinville – abordou o tema crimes ambientais. Datas: 05/06/2006, 23/05/2007 e 21/05/2008.
  • Palestra “Conhecer para preservar”, com Richard Rasmussen, apresentador do Programa Domingo Espetacular (Rede Record de TV) – ressaltou a importância de conhecer a natureza para preservá-la e da necessidade do consumo consciente para a conservação do planeta. Data: 27/09/2007.

Palestra para professores: formando multiplicadores para cuidar da Mata Atlântica.


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