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INFORMAÇÕES:

CANELA-PRETA
Ocotea catharinensis

Família: Lauraceae 


Foto: Germano Woehl Junior
Local: RPPN das Araucárias Gigantes, cabeceiras do rio Itajaí, Itaiópolis, SC
Data: 18/12/2013


AMEAÇADA DE EXTINÇÃO
A Canela-preta (Ocotea catharinensis) é uma espécie da flora brasileira ameaçada de extinção do ecossistema Mata Atlântica, segundo o IBAMA. 


Apesar da exploração intensa no passado e furtos das árvores nas divisas ocorridos nos últimos 10 anos, estima-se que as RPPN Corredeiras do Rio Itajai e RPPN das Araucárias Gigantes, em Itaiópolis (SC), tenham mais de 1000 exemplares adultos de canela-preta (Ocotea catharinensis).

De acordo com Reitz et al (1978), em Santa Catarina, a canela-preta chegou a representar até um terço do volume em madeira em matas primárias na Mata Atlântica. Devido à qualidade de sua madeira e ao amplo uso para que se presta, em Santa Catarina esta foi severamente explotada. Nos pisos das casas construídas na primeira metade do século XX, nas vertentes litorâneas do Estado de Santa Catarina, é comum encontrarmos a dobradinha canela-preta/peroba, dando aspecto listrado aos assoalhos com tons tendendo ao amarelo/negro para a peroba e canela respectivamente.

De acordo com Klein (1978-1980), na bacia do rio Itajaí, a canela-preta formaria, junto com a laranjeira-do-mato (Sloanea guianensis) e peroba-vermelha (Aspidosperma olivaceum), as espécies dominantes do estrato superior da floresta pluvial atlântica. 

Características
Pode atingir diâmetro de um metro e alcança idade superior a 300 anos. Apresenta crescimento muito lento na mata. Para seu reconhecimento na mata, deve-se observar as placas descamantes que deixam concavidades no tronco quando destacadas (veja imagem na galeria), juntamente com a presença de lenticelas, que apresentam-se como pequenas protuberâncias (semelhantes a verrugas) de distribuição mais ou menos homogênea na casca. A casca possui cheiro agradável. As folhas são verde escuras, alternas e lanceoladas de tamanho médio de dez centímetros, formando copas densas.

Distribuição geográfica
Na Mata Atlântica do Rio Grande do Sul até São Paulo
 
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