INFORMAÇÕES:

Laelia purpurata Carnea "Valdir"
Muda produzida pela Equilab utilizando a técnica de clonagem por meristema, adquirida em 1995

Meristema da Equilab código do catálogo: M-323 Laelia purpurata variedade Carnea "Valdir"


Sinônimos: 
Laelia purpurata variedade Carnea "Valdir"
Brasilaelia purpurata
variedade Carnea "Valdir"  

Família: Orchidaceae
Subfamília: Epidendroideae
Tribo: Epidendreae
Subtribo: Laeliinae
Gênero: Cattleya
Subgênero: Crispae
Seção: Crispae
Series: Cattleyodes


Foto: Germano Woehl Junior
Local: RPPN Santuário Rã-bugio, Guaramirim (SC)
Data: Janeiro de 1999



A maioria das variedades de Cattleya purpurata  é da Mata Atlântica do litoral de Santa Catarina. Algumas variedades ainda existem no habitat natural, em árvores centenárias bem altas e costões rochosos, mas a maior parte foi exterminada da natureza por serem orquídeas muito valiosas comercialmente. Por apresentar flores grandes e vistosas eram facilmente visualizadas e saqueadas da natureza desde o inicio do século 18. Quantidades enormes de Cattleya purpurata extraídas da natureza foram exportadas para a Europa nas décadas de 1920 a 1940, tornando o Estado de Santa Catarina o maior exportador de orquídeas neste período

História da Cattleya purpurata (Laelia purpurata)

A Cattleya purpurata já era conhecida, mesmo antes da sua descrição botânica, tanto é verdade que no livro Voyages pittoresques au Brésil de 1835, a mesma aparece em algumas gravuras/ilustrações botânicas realizadas pelo pintor e ilustrador botânico Maurice Rugendanz.

Mas a sua descoberta para a ciência aconteceu em 1847 por François Devos no litoral da então Província Imperial de Santa Catarina, Hoje, o Município de Florianópolis.

Floriu pela primeira vez, fora do seu habitat natural (Brasil) em 1852, nas Estufas da firma James Backhouse and Sons em York, na Inglaterra. Naquele mesmo ano, no mês de junho foi exibida à Royal Horticulture Society em Londres, proporcionando desta maneira o seu estudo sua descrição e a sua classificação pelo famoso botânico John Lindley. O exemplar observado por ele e que o orientou na classificação e descrição foi uma Cattleya purpurata com sépalas e pétalas quase brancas.

É a flor símbolo do Estado de Santa Catarina.