INTRODUÇÃO
 
 
 
 

INFORMAÇÕES:

TUIM
Forpus xanthopterygius (Spix, 1824)

Outros nomes populares: Chuim, periquitinho, pacu ou papacu (Ceará), cuiúba ou cuiubinha (Baixo Sul da Bahia), periquitinho-de-são-josé (norte da Bahia), periquitinha-do-agreste (Sul do Piauí), verdilim, tapacu (Rio Grande do Norte), tuí, periquito-da-quaresma e periquito-do-reino.

Nome em Inglês: Blue-winged Parrotlet

Família: Psittacidae
Subfamília: Arinae

Foto: Germano Woehl Jr
Local: RPPN Santuário Rã-bugio – Guaramirim SC
Data: 30/01/2022


Características
É o menor psitacídeo (familia dos papagais e periquitos) do Brasil. Mede 12 cm de comprimento e pesa em media 26 g. Apresenta a plumagem do corpo inteiramente verde, um pouco mais escuro nas costas. O bico é pequeno e cinza claro. Possui dimorfismo sexual, uma característica rara nas espécies brasileiras da família. O macho é verde-amarelado, com uma grande área azul na superfície inferior da asa e no baixo dorso; algumas penas na dobra da asa, ombros, parte inferior das costas, e coberteiras caudais são de uma cor azul-violeta. Testa, coroa e lados da cabeça mais esverdeados; parte inferior da cauda verde. A fêmea é totalmente verde, sendo amarelada na cabeça e nos flancos. A cauda curta forma a silhueta característica e diferencia o tuim do periquito.


Subespécies

Forpus xanthopterygius xanthopterygius (Spix 1824)- É a descrita acima. Ocorre no noroeste da Argentina, Paraguai, centro e leste do Brasil até a Bahia.
Forpus xanthopterygius flavissimus (Hellmayr 1929). Parecido com a anterior, mas a plumagem em geral é um pouco mais amarelada; testa, área ao redor da base do bico e garganta de uma cor amarelo limão. Todas as marcações azul-violeta são de uma cor mais pálida que a forma anterior. Fêmea também mais amarelada que a da forma nominal. Ocorre no Nordeste do Brasil, do Maranhão até o norte da Bahia.
Forpus xanthopterygius crassirostris (Taczanowski 1883)- Parecido com xanthopterygius, mas a testa é verde-esmeralda. Todos as marcações azul-violeta são mais pálidas, exceto nas secundárias. De tamanho menor, mas com bico mais largo que a forma nominal. Fêmeas parecidas com a de xanthopterygius, mas também possuem a testa verde-esmeralda. Ocorre no noroeste do Peru e sudeste da Colômbia, além da Região Amazônica no Brasil.
Forpus xanthopterygius olallae (Gyldenstolpe 1941) - Muito similar a crassirostris, mas as coberteiras das asas são de uma cor violeta-acinzentada pálida; coberteiras primárias e uropígio são mais escuros. Ocorre exclusivamente na região de Codajás e Itacoatiara, na margem norte do Amazonas, no noroeste do Brasil.
Forpus xanthopterygius flavescens (Salvadori 1891) - como xanthopterygius, mas geralmente levemente mais amarelado; testa e bochechas verde-amareladas; uropígio, coberteiras inferiores das asas e secundárias azuis; parte inferior da cauda verde-azulado pálido. Fêmeas também se distinguem por possuírem a parte inferior da cauda verde-azulada pálida. Leste da Bolívia (Santa Cruz e Beni) e sudeste do Peru.
Forpus xanthopterygius spengeli. Distribuição restrita ao norte da Colômbia.

Alimentação
Procuram seu alimento tanto nas copas das árvores mais altas, como em certos arbustos frutíferos. Subindo na ramaria utilizam o bico como um terceiro pé; usam as patas para segurar a comida, levando ao bico. Gostam mais das sementes do que da polpa da frutas. São atraídos por árvores frutíferas como mangueiras, jabuticabeira, goiabeiras, laranjeiras e mamoeiros. Os cocos de muitas palmeiras constituem sua alimentação predileta, procuram também as frutas da embaúba (Cecropia sp.) dos capinzais. Gostam também de mastigar erva como complemento vegetal. Apreciam as sementes de Braquiárias e das sementes almeirão-roxo (Lactuca indica), como mostrado na foto. Na Mata Atlântica da Serra do Mar de Santa Catarina aprecia muito frutos da árvore amora-branca ou taiúva, tajuva (Maclura tinctoria).

Reprodução
Nidifica em ocos de árvores, ninhos artificiais e cupins. Costuma usar ninhos vazios de joão-de-barro e de pica-paus pequenos. As posturas podem ir de 3 a 8 ovos e são incubados pela fêmea, apesar de o macho também ficar longos períodos dentro do ninho. No habitat natural o período de incubação ronda os 17 dias. As crias têm um desenvolvimento muito rápido e são alimentados pelo macho e pela fêmea em intervalos relativamente regulares. Com 20 dias estão cobertos de penas e deixam o ninho pela quarta ou quinta semana de vida já com a plumagem do sexo correspondente.

Hábitos
Vivem em bandos de até 20 tuins e sempre que pousam, se agrupam em casais. Habitam as bordas das matas ribeirinhas, mata seca e cerradões. Muito ativos, deslocam-se por grandes áreas, sempre com gritos de contato. Os chamados são agudos, em tons mais baixos do que os do periquito, além de serem mais curtos. Qualquer novidade na área de alimentação, ninho ou dormida é logo saudada pelos gritos de alarme e contato do grupo. Pousados, ficam camuflados pelas folhas. É surpreendente ver a quantidade que estava invisível na vegetação, depois de um grupo surpreendido levantar voo.

Distribuição Geográfica
Ocorre no nordeste, leste e sul do Brasil até o Paraguai e Bolívia, também no alto Amazonas até o Peru e a Colômbia.
 
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