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INFORMAÇÕES:

ARAPAÇU-DE-GARGANTA-BRANCA
Xiphocolaptes albicollis (Vieillot, 1818)

Família: Dendrocolaptidae
Nome em Inglês: White-throated Woodcreeper

Foto: Germano Woehl Junior
Local: RPPN Corredeiras do Rio Itajai - Itaiópolis - Santa Catarina
Data: 04/08/2013
 

Canto gravado no mesmo local em 06/09/2010


Ameaças
Declínio populacional e extinção local em florestas alteradas e fragmentos florestais, devido à perda de locais adequados para construção de seus ninhos. 

Descrição
Mede cerca de 29 cm, sendo o maior arapaçu da região sul e sudeste do Brasil. Tem a garganta esbranquiçada e a asa e cauda avermelhadas. Ocorre em matas primárias e ocupa o estrato baixo (sub-bosque) e médio da floresta. Distingue-se facilmente do arapaçu-grande (Dendrocolaptes platyrostris) pelo bico bem maior e curvo.

Alimentação
Come artrópodes em geral: lacraias, centopéias, moscas, aranhas, e até escorpiões. Utiliza o bico como uma pinça, arrancando lascas de líquens e cascas das árvores buscando artrópodes escondidos. Essa técnica de alimentação é chamada “espaçar”. Também pode se alimentar de pequenos vertebrados como lagartixas, pererecas. Ocasionalmente apanha abelhas e formigas-de-correição. 

Reprodução
Esta espécie põe geralmente 2 ovos brancos e faz os ninhos em troncos ocos de árvores em estado adiantado de decomposição, ou utiliza ocos de pica-paus. O casal pode se revezar no cuidado dos filhotes. 

Hábitos
Os arapaçus têm adaptações que permitem o modo de vida arborícola: a ponta das penas da cauda é mais dura e voltada para dentro, auxiliando a ave a ficar aderida ao tronco; três dedos dos pés são voltados para frente e 1 para traz , que também ajuda na fixação. Devido a essas características é fácil reconhecer um arapaçu em seu ambiente: ele sempre vai estar paralelo ao tronco, e sobe em espiral por ele. Eventualmente pode descer ao solo , conforme observação feita acima, no item alimentação. Só ocorre em matas bem preservadas, ou matas secundárias conectadas a estas. Revela seu nervosismo sacudindo as asas, quando ameaçado esconde-se por detrás dos troncos com as asas entreabertas.

Distribuição geográfica
Pode ser encontrado no Paraguai e norte da Argentina e no Brasil, do Piauí ao Rio Grande do Sul, Goiás e Mato Grosso.


Referências
* Sick, H. 1997. Ornitologia Brasileira. Ed. Nova Fronteira. Rio de Janeiro-RJ.
 
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